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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Que saudade

Já fazem dois anos. Caramba. Bom, o PT que mencionei no meu diário e algumas duas vezes aqui na verdade é o João Pedro Dutra, também era conhecido por Jão Putão. Não o único mas um dos bambambans do colégio que eu estudava, Celso Henrique Tozzi, famoso Tozzão. Mesmo namorando o cara vivia em função de dar em cima das garotas, quando eu digo das garotas não é uma ou duas, são várias. Sem contar as brigas que eram muitas. Bebidas? Coisas erradas? Pode acrescentar também. Enfim, ele virou meu amigo, cheio das palhaçadas. Me abraçava inesperadamente, me puxava, me rodava, me levantava, conversava bastante comigo, me irritava e me fazia rir. Inclusive, um dia ele roubou minha aliança de amizade e saiu mostrando sua mão pra todo mundo dizendo que estava namorando comigo e depois me puxou pelo colégio inteiro dizendo que eu era sua nova namorada. Bom, em dos mil e onze ele mudou pra noite então não o vi mais todas as manhãs. Mas conversavamos pelo msn e as vezes acabávamos nos trombando na feira. Nesse meio tempo ele mudou de personalidade, já não era mais o Jão Putão, terminou o namoro, estava diferente agora, decente. Em Julho consegui um emprego e comecei a estudar a noite também. Agora eu o via todas as noites mas não era como antes, não era aquela intimidade de fazer brincadeiras. Então houve um dia em que estávamos ambos na escada. Eu descendo. Ele subindo. Eu o olhei e disse:
- Oi! - e ele respondeu:
- Oi.
Pronto. Uma barreira foi quebrada. Voltamos a nos conversar, mas ainda não daquele jeito.
Até então, teve um dia em que eu cheguei muito cedo no colégio então fui no Bar do Tozzi, comer (que é o que eu faço de melhor). Estava eu linda e bela ocupando uma mesa, foi quando veio alguém e  sentou em uma das cadeiras. Começou a comer também e ainda disse que eu comia demais, mas que olhando pra mim percebia que aquilo não me fazia diferença ( agora você se arrepende de ter dito isso né Jão? ). Conversamos bastante sobre nossos trabalhos e o tempo todo eu estava trocando sms com uma amiga minha dizendo que estava com frio e era pra ela trazer uma blusa pra mim. O sinal bateu. Ele levantou, abriu a bolsa, tirou uma blusa branca e disse:
- Só não deu tempo de passar perfume.
E quem liga? Ele não sabe, mas daquele dia em diante sempre que eu chegava mais cedo no colégio me sentava naquela mesma mesa, esperando que ele viesse.
Os meses passaram e houve o Festival de talentos do Tozzi. Onde eu e outras garotas nos vestimos a caráter para fazer a dança do  véu. Eu estava de azul, que ao acaso era a cor preferida dele. Ele estava lá. No final, ainda com a roupa da dança fui cumprimenta-lo e ele disse que eu estava linda. Apos me trocar ele passou a noite inteira comigo, dançamos, comemos e rimos. Quando tudo acabou ele me chamou pra dar uma volta e nós fomos parar em uma praça. Ficamos. Depois ele me levou na casa da minha amiga, estava chovendo e antes que eu entrasse ele me puxou e me beijou dizendo:
- Agora você pode dizer que beijar na chuva é bom.
Bom, daqui quatorze dias farão um ano e nove meses que namoro com ele, fora os anos de amizade. Os melhores anos da minha vida. E como eu sei que você esta lendo amor, me desculpa se as vezes te estresso, faço coisas e ajo de maneira errada. Mas saiba que eu te amo. E pra mim, não há ninguém no mundo como você. Obrigada, você me ajudou muito e sabe disso. Te amo s2.


 Meu vagabundo <3



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